segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Colírio












Kris Mary Brito. 
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

FRANCISCO MIGUEL DE MOURA - UMA BIOGRAFIA



POR José Maria de Aguiar Ramos
(Do livro inédito “Os Corifeus do Banco do Brasil”)



          “Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade, mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura”. Chaplin.

Biografia

          Nasceu em 16.06.1933, na bucólica fazenda “Curral Novo”, data Jenipapeiro, cujo nome é derivado da árvore que grassa em abundância naquela região, fundada em 1818 por seis baianos da família Rodrigues e dos quais descendem quase todos os atuais habitantes do lugar. Quando Francisco Miguel nasceu o lugar Curral Novo, data Jenipapeiro, pertencia ao município de Picos - PI.
          Jenipapeiro foi elevado a povoado em 1935.
          Emancipada em 09.09.1960, por força da lei número 1.963 e só instalada em, 24.12.1960, e cujo topônimo atual é “Francisco Santos” - Piauí e o gentílico é franciscossantense.
Tem uma área territorial de 224 km2, numa altitude de 250 metros acima do nível do mar. Está na região fisiográfica do sertão, microrregião homogênea de baixões agrícolas do Piauí, tendo o burgo a posição geográfica à esquerda, à jusante do rio Riachão.
          A latitude sul é de 6º 59’ 02” e longitude W Gr. é de 41º 10’ 45”. O clima é tropical megatérmico, predominantemente quente, úmido na estação chuvosa e árido e seco no restante do ano, variando para mais ou para menos quente, conforme as estações climáticas.
          Sob o signo de gêmeos e da proteção da padroeira do município, “Coração Imaculado de Maria”, cuja capela foi edificada em 1918, nasceu Francisco Miguel de Moura, primogênito varão.
Conta-se que em conseqüência da seca de 1932, a família do mestre Guarani enfrentou miséria e fome, e o primogênito foi gerado, com sangue de massa de macambira e mucunã e da sustança do mingau de farinha de mandioca e macaxeira.
          Foi levado à pia batismal, em 1933, sob o dogma da fé católica, na Igreja Matriz de Jaicós, a cuja paróquia Jenipapeiro pertencia na época. Foram padrinhos os avós paternos: Feliciano Borges de Moura, alcunha de Sinhô do Diogo, que faleceu em 14.03.1951, e Rosa Maria da Conceição, em 20.06.1971.
          Os avós paternos geraram dez filhos (quatro homens e seis mulheres), que, sem forçá-los, o Sinhô do Diogo botava na roça, igualmente, todos os filhos, causando escândalo, porque as mulheres naquela época eram apenas de casa, não saíam para trabalhar fora, mesmo que fosse no roçado.
          Os avós maternos eram Francisco de Sousa Rodrigues (Chico Ana) e Maria Rodrigues (Mariinha), descendentes daqueles Rodrigues que fundaram Jenipapeiro, inclusive e principalmente “Mãe Ana”, bisavó materna do comendador Chico Miguel.
          Em 1934, nasceu a primeira irmã de “Chico Miguel”, Teresinha de Jesus Moura; faleceu em 1969, na cidade de Picos, vítima de uma cirurgia vesicular (colecistectomia). Casada, deixa enorme descendência, hoje toda morando em São Paulo.
          Em 1936, nasceu a segunda irmã, Maria, que morreu criança, e consta também o nascimento da terceira irmã, em 1937, também com o nome de Maria Josefa de Sousa, cognome de Mariinha, hoje, professora em Francisco Santos (PI).
          A quarta irmã de nome Helena Josefa de Sousa, nasceu em 1942; casada, é hoje, professora em Santo Antonio de Lisboa - PI, mas registra-se também o nascimento de outro irmão homem, de nome José, que faleceu criança.
          Foram um total de oito filhos - dois homens e seis mulheres, todos gerados de Miguel Borges de Moura (Guarani), que nasceu a 18.05.1910, e Josefa Maria de Sousa (Zefinha ou Zefa), nascido a 14.02.1909, ambos já falecidos. O garoto Chico, mesmo com todas as regalias de primeiro filho, criou-se magrinho e doentio. Que se dirá dos outros? A metade morreu ainda pequenos, de “dentição” ou “doença de menino”.
          O pai torna-se, ainda cedo, mestre dos irmãos e depois mestre-escola por profissão e era um andarilho. Peregrinou por várias vilas da região de Picos, tais sejam: Sussuapara, Bocaina, Aroeiras do Itaim, Angico Branco dos Macedos, Carnaíbas, etc., começando pelos idos de 1939, e a tiracolo ia toda a família.
          Improvisava sob a sombra do juazeiro, ao derredor de uma tosca mesa no vaquejador da morada, a turma de aprendizes do ABC e tabuada depois, às margens do rio Guariba, abaixo da hoje cidade de Bocaina, o mestre Miguel Guarani cultivava o plantio de alho e cebola, apesar do porte físico franzino e frágil.
          Em 1941/42, aos nove anos de idade, viajou o menino Chico com o pai mestre Miguel, do Angico Branco a Jenipapeiro, ficaram na casa do avô Sinhô do Diogo, por algumas semanas. E o neto Chico, bisbilhotando nos alfarrábios do avô, lê “Cem Cartas de Amor” e livros de contos e poesias de Casemiro de Abreu, Antonio Frederico de Castro Alves, Antônio Gonçalves Dias, Manuel Antonio Álvares de Azevedo e a Bíblia. Foi aí o despertar para as letras, lendo e decorando esses poetas e algumas passagens bíblicas. Só muito depois, no ginásio, dá-se seu encontro com os poetas parnasianos e simbolistas Raimundo da Mota de Azevedo Correia e Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac. E mais recentemente com os modernistas Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho e Carlos Drummond de Andrade.
          Voltando a 1.942: O mestre Miguel foi nomeado funcionário público municipal na função de mestre-escola. Foi autodidata por excelência. Poeta, violeiro e repentista muito conhecido e proclamado na região de Picos e circunvizinhanças. Por perseguições políticos, na administração do então governador, Dr. Rocha Furtado, foi exonerado do cargo de professor do povoado Santo Antonio de Lisboa, quando o mesmo faltava apenas seis meses para adquirir estabilidade no emprego. Não foi readmitido e o cargo ficou impreenchido, vago por muitos anos, por absoluta falta de quem o substituísse.
          Advém, assim, de colonos, famílias de lavradores e criadores, tanto pelo lado paterno quanto pelo materno. Teve uma infância de sonhos e ilusões, uma infância salutar. Aprendeu o bê-á-bá e a tabuada com o pai; com ele também, aprendeu a manejar os implementos agrícolas no cultivo da terra; e com a mãe, que não sabia ler e escrever, as tarefas domésticas.
          Com as constantes perguntas curiosas de criança e as lições que recebera da mãe, sobre Deus, o diabo, o pecado e o perdão tornaram-se um catequista em matéria religiosa da Igreja Católica, no Jenipapeiro e lugares por onde o pai perambulava como professor e violeiro. Sua convicção era outra. Não aceitaria, em seguida, a sugestão e vontade da família para estudar no seminário teológico e ser padre.
          O contato com o sofrimento, o campo e a natureza de um modo geral, não resta nenhuma dúvida, amalgamou severamente o ser e a linguagem de Francisco Miguel de Moura. Avezou-se muito cedo com os livros. Herdou do avô paterno, Feliciano Borges de Moura, Sinhô do Diogo, o hábito da leitura e da escrita. Absorvia com sofreguidão tudo que chegava às mãos: livros, jornais, revistas, cartas, calendários, cartilhas, tabuadas, propagandas, prospectos, inclusive o livrinho do Jeca Tatu, do remédio Biotônico Fontoura, etc.
          Os primeiros trabalhos, após a labuta na lavoura, geralmente de alho e cebola - o que se plantava muito na ribeira do Riachão - foram de mestre-escola como o saudoso mestre Miguel.
          Foi comerciário em Santo Antônio de Lisboa, antigo Rodeador, na loja de Isaac Batista de Carvalho, de 1950/1952.
          Em 1952, no povoado Jenipapeiro emprega-se na loja de Areolino Joaquim da Silva, na função de balconista.
          Aos 21 anos, em 1954, fixa residência em Picos (PI), faz o concurso de exame de admissão ao ginásio no Colégio Estadual Picoense, obtendo o primeiro lugar e estudando gratuitamente por esse motivo. O referido colégio, apesar do nome, ainda não era estadualizado, ou seja, era particular.
          Em 1955, torna-se escrivão da Delegacia de Polícia de Picos, percebendo o salário pela Prefeitura. Aproveitava a folga do sábado, para ser balconista nas Lojas Pernambucanas, assim aumentava um pouco a renda para seu sustento.
          Conclui o curso ginasial em 1958 e seus mestres foram: Dr. Severo Maria Eulálio, PE. David Ângelo Leal, D. Maria Olita, D. Bilu (esposa do Dr. Severo), Dr. Fonseca, Professor João de Deus Neto, Professor Manoel de Moura Fé, Prof. Barros Araújo, Dr. Acilino Leite, além de outros.
          Quando secundanista do curso ginasial, submete-se a concurso público do Banco do Brasil S.A., sendo aprovado e nomeado para exercer a função de Auxiliar de Escriturário, na mesma cidade de Picos, ingressando em 02.03.1957, no mais cobiçado contingente de serventuários dessa nobre casa de crédito. Em seguida, um ano depois, realiza em Fortaleza, o concurso maior, de Escriturário, para carreira administrativa, e vai aprovado, reassumindo uma vaga em Picos (PI).
          E em 02.03.1983, após 26 anos de bons serviços prestados, deixa uma lacuna no quadro funcional da Agência Centro, em Teresina-Pi, por justa e merecida aposentadoria por tempo de serviço, contado o tempo de empregos anteriores. Mas afasta-se somente dos serviços burocráticos, continua no mesmo convívio. Como ele mesmo se autodefine: “os bancários são meus irmãos mais próximos.”
          É convidado, em 1983, por Hildalius Catanhede, Presidente da Associação dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil S.A. - AAFBB - com sede no Rio de Janeiro (RJ), a representar a Associação no Piauí, cujo cargo ocupou até junho de 1999.
          Como funcionário do Banco, serviu nas cidades de Picos - (PI), Itambé (BA), Teresina - (PI) e Metropolitana Cinelândia - Rio de Janeiro (RJ), adido para tratamento de saúde de um filho. Exerceu vários cargos, entre outros, os de Auxiliar de Supervisão, Chefe da Carteira de Crédito Agrícola de Industrial (CREAI) e Subgerente de Agência.
          Em 08.12.1959, na paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, então diocese de Oeiras, contraiu matrimônio com a picoense Maria Mécia Moraes Araújo Moura, que nasceu em 10.04.1941. A celebração foi realizada na casa dos genitores da noiva, Laudemiro Morais Feitosa e Esther Morais Araújo, pelo padre João Morais Sobrinho, (irmão da noiva, hoje, ex-padre), sendo paraninfos, Francisco de Assis Coimbra, Vilany Morais Coimbra (prima da noiva), Abrahão Conrado Costa (primo do mestre Guarani) e Maria do Socorro Portela Costa.
          O consórcio gerou os seguintes filhos: Francisco de Assis Franklin Morais Moura, n. 28.02.1961; Leônidas Fulton Morais Moura, n. 28.01.1962, (faleceu prematuro aos seis meses, em Itambé - BA); Laudemiro Miguel Morais Moura, n. 06.03.1963; Francisco Miguel de Moura Júnior, n. 18.02.1964; Fritz Miguel Morais Moura, n. 01.01.1968 e Mécia Morais Moura, n. 14.04.1994, caçula varoa e na festividade das bodas de coral, ou seja, no 35º aniversário de casamento.
          Atualmente tem uma progênie de nove netos: Joyce e Filipi - filhos de Francisco de Assis Franklin Morais Moura e Wilma Neri Moura; Tainá e Tairine, filhas do quadrigênito, Francisco Miguel de Moura Júnior e Ana Vaz Moura; Lucas, Davi e Mariana, filhos de Laudemiro Miguel Morais Moura e Mônica Queiroz Moura; Sarah e Sahvyc, filhas de Fritz Miguel Morais Moura.
          A odisséia intelectual de Chico Miguel, o qual emergido do campo da lavoura, da cultura do alho e cebola, e ser arremetido pelos próprios méritos a freqüentar o campo da sociedade elitizada da cultura e nobreza das letras piauienses, só poderia advir, portanto, de um coração sábio, puro, modesto e batalhador. É um exemplo digno de humildade e respeito.

Estudos

          Os estudos do escritor Francisco Miguel não foram muito regulares. Tal como o pai, é um autodidata. O jardim da infância e o curso primário foram disciplinados no próprio lar; assentou em bancos escolares quando realizou o exame de admissão ao curso ginasial.
          É Técnico em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio “Landri Sales”, na cidade de Picos - PI, de 1959/1961. Os estudantes dessa unidade, àquela época, eram apelidados de “lombriga azeda”.
          Em Teresina - PI, gradua-se no Curso Superior de Letras, da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí, em 1972, tendo como professores: Padre Raimundo José Ayremorais Soares, Diogo Ayremorais Soares, Maria dos Reis Figueiredo, Cecília Mendes, Dorinha Santos, Padre Homero, Padre Moisés Fumagalli e Celso Barros Coelho e outros.
          Pós-graduado, em 1985, na Escola de Belas Artes/Universidade Federal da Bahia - Salvador -, na especialidade “Crítica de Arte”.
          Realizou outros cursos de formação suplementar: “Folclore Brasileiro”, (1975), ministrado pela professora Maria de Lourdes Borges Ribeiro, do MEC-Brasilia-DF; “Teoria do Romance” (1970), pelo professor João Décio, da Universidade de Marília – SP; “Aperfeiçoamento em Literatura Brasileira e Portuguesa”, (1971, na Universidade Federal do Piauí - UFPI.
          Bancário (do Banco do Brasil); professor; crítico literário e de artes; ensaísta; Conselheiro Cultural do Conselho Estadual de Cultura e da Fundação Cultural Monsenhor Chaves; poeta; romancista; membro da Academia Piauiense de Letras, cadeira nº 8; contista; cronista; congressista; encontrista; campeão de concursos literários e expositor literário e cultural nas mais diversas ocasiões e lugares; editor da revista Cirandinha (1977/1984); coordenador de literatura e editoração da Fundação Cultural Monsenhor Chaves; sócio-fundador e presidente da União Brasileira de Escritores do Piauí - (UBE/PI), 1986/1988, entidade reconhecida através da Assembléia Legislativa como de utilidade pública; instituidor e tesoureiro do Círculo Literário Piauiense - CLIP, (1967); monitor do Movimento de Educação de Base (MEB), em Itambé (BA), na época do golpe militar de 1.964, sendo presidente da república, Dr. João Goulart; organizador e apresentador do programa “Panorama Cultural” na Rádio Clube de Teresina, pela Secretaria de Cultura do Piauí, de 1975/1977; colaborador/fundador da Academia de Letras de Região de Picos (ALERP); sócio-correspondente da Academia Catarinense de Letras e da Academia Mineira de Letras; 2º secretário da Academia Piauiense de Letras (1995/1996), Secretário Geral (2000/2001) e membro da Comissão Editorial da “Revista da Academia”.
          Professor de português e literatura brasileira e portuguesa no Colégio Estadual “Anísio de Abreu”, desta Capital, durante dois anos.

Eventos

          Participa, entre muitos outros, dos seguintes eventos: I Encontro Nordestino de Política Cultural, no Recife - PE, em 1987, como delegado do Piauí; I Congresso de Escritores do Nordeste - 30 anos da União Brasileira de Escritores de Pernambuco, no Recife (PE), em 1988, expondo o tema, “Política Editorial - Estratégia e Ação”; Encontro de representantes da Associação dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil - AAFBB - no Rio de Janeiro (RJ), em 1987, onde discursou em nome de todos as representações da AAFBB no Brasil, publicado na Revista AAFBB nº 36 de jan./1987; X Congresso Brasileiro de Teoria e Crítica Literária, em Campina Grande, de 16 a 21.09.90, expondo sobre a “Descaracterização da Cultura Nordestina”; I e II Exposição de Livros de Funcionários do Banco, na AAFBB - Rio (RJ), respectivamente em 1986 e 1991;

Prêmios

          Premiado em vários concursos literários tais como: primeiro lugar no concurso de ensaios, pelo trabalho “A Poesia Social de Castro Alves”, promovido pelo Diretório Acadêmico “Dom Avelar Brandão Vilela”, da Faculdade Católica de Filosofia do Piauí, em 1971; primeiro prêmio de bibliografia pela obra crítica “Linguagem e Comunicação em O. G. Rego de Carvalho”, conferido pela Academia de Letras de Uruguaiana - Rio Grande do Sul, em 1972; por ocasião do Sesquicentenário da Independência do Brasil, recebe o troféu por classificar-se em 2º lugar no concurso de trovas em Mogi das Cruzes - SP, patrocinado pelo Centro Melo Freire de Cultura; primeiro lugar no concurso de romances “Fontes Ibiapina” com o livro “Laços do Poder”, em 1986, patrocínio da Secretaria de Cultura do Piauí/Fundação Cultural do Piauí; segundo lugar no concurso de poemas “Odílio Costa Filho”, promovido pela Academia Piauiense de Letras, com o livro “Santo de Casa”, em 1981, posteriormente publicado com o título “Bar Carnaúba”, em 1983; três classificações no VI Concurso de Crônicas “Sérgio Porto”, bancado pela FENAB, em 1983, Brasília - DF; classificado para publicação, nas diversas edições dos concursos de contos “João Pinheiro”, da Secretaria de Cultura do Piauí, sendo que em 1984 obteve o terceiro lugar e em 1986, o segundo; e também o segundo lugar no concurso de crônicas “Clarice Lispector”, promovido pelo Satélite Clube de São Paulo, em 1993; primeiro lugar no concurso poesias da revista “Poesia Para Todos”, do Rio de Janeiro, em 2000, e segundo lugar no concurso de romance da Fundação Cultural do Piauí, em 2003, com o romance “D. Xicote”.

Condecorações

          Condecorado com as homenagens: “Intelectual do Ano” recebendo o troféu “Fontes Ibiapina”, em 1988, concedida pela União Brasileira de Escritores do Piauí - UBE/PI-; diploma de Mérito Cultural “Lucídio Freitas”, em 1988, por serviços prestados à cultura, patrocínio da Academia Piauiense de Letras, à qual pertence, mas a cuja Academia ainda não pertencia na época da concessão da referida comenda; diploma de Personalidade Cultural UBE - Rio, em 1992, pela intensa atividade cultural desenvolvida; Medalha do Mérito “Conselheiro José Antonio Saraiva”, no grau de “Cavaleiro”, conferida pela Prefeitura Municipal de Teresina, em 1994, por seus méritos como escritor, e Diploma de Oficial da Ordem do Mérito Renascença do Piauí, de 19 de Outubro de 11997, conferido pelo então Governador do Estado.
Obra

Os livros publicados são:

          Poesias: - “Areias”, foi o primeiro livro de poemas (1966), com prefácio de Fontes Ibiapina; “Pedras em Sobressalto” foi o segundo livro em versos (1974), “Universo das Águas” (1979) foi o terceiro livro, posteriormente elogiado por Carlos Drummond de Andrade; “Bar Carnaúba” (1983), foi o quarto livro, inclusive premiado; (“Quinteto em Mi(m), 1986, “Sonetos da Paixão” (1988), “Poemas Ou/tonais (1991); “Poemas Traduzidos” (1993); “Poesia in Completa” (1997), “Viragens” (2001) e “Sonetos Escolhidos” (2003), “Antologia” (2006); e “Tempo contra Tempo”, em co-autoria com Hardi Filho (2007).
          Ensaios: - “Linguagem em Comunicação em O.G. Rego de Carvalho” (1972), “A Poesia Social de Castro Alves” (1979); Piauí – Terra, História e Literatura” (ensaio e antologia 1980); “Um Depoimento Pós-Moderno” (1989); “Assis Brasil”, co-autoria com Edmilson Caminha (1989); “Castro Alves e a Poesia Dramática” (1998); e “Moura Lima - do Romance ao Conto” (2002).
          Contos: - “Eu e meu Amigo Charles Brown” (1986),” Por que Petrônio não Ganhou o Céu” (1999) e “Rebelião das Almas” (2001).
          Romances: “Os Estigmas” (1984), “Laços do Poder” (1991), “Ternura” (1993) e D. Xicote (2005).
          Crônicas: “E a Vida se Fez Crônica” (1996);
          História: “Literatura do Piauí” (2001);
          Biografia: “Miguel Guarani, Mestre e Violeiro” (2005);
          Discursos: “Chico Miguel na Academia”, 1993 (colaboração com Hardi Filho).

Os livros inéditos são:

          Poesia: “Itinerário para Passar a Tarde”, “O Coração do Instante”, “A Casa do Poeta” e “A Cor, as Cores”
          Romance: “O Crime Perfeito” e “O Menino quase Perdido”
          Prefaciador/posfaciador: Da antologia de contos de autores piauienses “Piauí: Terra, história e literatura” (1980), co-edição da Editora do Autor - São Paulo/Edições Cirandinha - Teresina; de “Literatura Piauiense - Escorço Histórico” de João Pinheiro (obra em 1ª edição de 1937), na 2ª edição, 1984, patrocinada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves.
          Participante de coletâneas - “Poetas do Brasil” Rio (1975); “Ciranda”, Teresina (1976); “O de Casa”, Teresina (1977); “Momento Poético”, São Paulo (1978); “Vozes da Poesia”, São Paulo (1979); “O Conto na Literatura Piauiense”, Teresina (1981); “Renascença”, Salvador-Ba. (1984); “Novos Contos Piauienses”, Teresina (1984); “Outros Contos Piauienses”, Teresina (1986); “Antologia Acadêmica”, Porto Alegre-RS (1990); “Postais da Cidade Verde”, Teresina (1989); “Antologia Poética Piauí/Ceará”, Teresina/Fortaleza, 1993; “Alma Gentil - Novos Sonetos de Amor”, Brasília, 1994; “Mostra Nacional de Poesia Visual”, UFRN, Natal-RN (1995); “Piauí: Formação, Desenvolvimento, Perspectivas”, FUNDAPI, Teresina (1995); “Crônicas de Sempre”, Teresina-PI (1995), “A Poesia Piauiense do Século XX”, Teresina/Rio, antologia, estudo e organização de Assis Brasil (1995); e “O. G. Rego de Carvalho – Fortuna Crítica”, organizada por Kenard Kruel (2007).
          Participação Internacional – Entre outras, participou como crítico e poeta nos Estados Unidos da América do Norte - dos seguintes livros: “A Dictionary of Contemporary Brazilian Authors”, Arizona – EUA, onde comparece com 10 verbetes (1981); “Internacional Poetry Yearbook”, Colorado -EUA (1984); “Directory of International Writers and Artists” - Biografia, Colorado, USA (1987); “Internacional Poetry Yearbook, Colorado - EUA (1988); “Directory of Internacional Writers, Colorado, EUA (1987); “International Poetry 37”, Colorado, EUA (1985) “Contemporary Brazilian Literature”, antologia de poesia e prosa, Colorado, EUA (1986), na França, como poeta, participa da publicação: “Jalons”, números 49 e 50, respectivamente de 1994 e 1995, na cidade de Nantes, “Brésil 500 Ans”, antologia de poemas da Editora Jalons, Nantes, França, 2000; em Cuba, de com 5 poemas no livro “Poesia de Brasil”, 2000; na Espanha, também como poeta, tem comparecido nas revistas “Clarín” (jan./fev./abr./maio/ jun./jul./ago. e set,/2007) e na revista “Lea” (nº 183, jul./2007); em Portugal, participou das revistas “Anto” nº 3 (1998), nº 6 (1999), e na “Revista de Poesia”, nº 2 (junho de 2002), dedicada ao tema “Saudade”.
          Colaborador/Participante: Em Picos, no começo dos anos 50, antes mesmo de ser estudante, participa do jornal “A Flâmula” do Grêmio Estudantil “Da Costa e Silva” - dos estudantes do ginásio, onde publica os primeiros poemas. Depois de ingressar no Ginásio, continua a publicar seus poemas e artigos em “A Flâmula” e noutro jornal que surgiu, “A Gazeta”, também de Picos, editado por Odonel Castro Gonçalves. Em Teresina, desde que chegou, oriundo de Itambé - BA, em outubro/1964, colabora intensamente nos jornais, revistas e congêneres:
          Jornais: “O Estado”, “A Hora”, “Correio do Piauí”, “Estado do Piauí”, “Jornal da Manhã”, “O Dia”, “Jornal do Piauí”, “Voz do Piauí”, “Opinião”, “Diário do Povo”, “Meio Norte” e “Suplemento do Diário Oficial”, etc.;
          Revistas: “Almanaque da Parnaíba”, “Presença”, “Cadernos de Teresina”, “Ficção”, Rio de Janeiro - RJ (revista de contos e crítica, da qual era correspondente no Piauí); “Impacto” (em vários números, inclusive uma entrevista sobre a APL); “Revista da Academia Piauiense de Letras”, onde publicou os seguintes ensaios: “Depoimentos Sobre O. G. Rego de Carvalho”, nº 50, Ano LXXV, dezembro de 1992; “Os Universais da Literatura - Acertos e Equívocos”, nº 51, Ano LXXVI, dezembro de 1993; “Jorge de Lima, Poeta Participante” e “A Chama da Geração de 45”, ambos no nº 51, Ano LXXVI, dezembro de 1993 - II fascículo, e muitos outros trabalhos; “Literatura”, desde o nº 4 ao 33 (abr./2007), cuja publicação foi iniciada em Brasília e hoje é editada em Fortaleza-CE; “LB - Revista da Literatura Brasileira”, São Paulo – SP (diversos números); e “Cirandinha”, editada em Teresina e depois em Salvador, ganhando nome nacional em virtude de boa parte dos seus colaboradores serem de outros Estados, que se encarregavam de distribuí-la nas escolas e entre outros escritores – fundada por Francisco Miguel de Moura com um grupo de escritores do Piauí, tendo vida mais ou menos longa para a espécie (de novembro/1977 a julho de 1984).
          Colaborações interestaduais, “Littera”, nº 11 - (1974), Rio - com ensaio “Simbologia e Sentido do Efêmero na Poesia de Raimundo Corrêa”; “Em Revista” nº 12, (1981), São Paulo, com “Tentativa de Explicação do Inexplicável”; “Ficção, nº 09” setembro/1976, Rio, com resenha sobre “Rio Subterrâneo”; Ficção nº 18, junho/1977, Rio, com resenha sobre “Inquietação de Um Feto”; “Vozes”, nº 3, Ano 79, abril de 1985, Petrópolis - RJ, com o “O Aprendizado da Morte”; “Suplemento do Minas Gerais”, de Belo Horizonte, edição de 19.08.1978, com “Três Tempos do Poeta H. Dobal”; “A Tarde” - Salvador (BA), edição de 23.06.73, com - “O Conto e a Força do Crítico”; “O Lince”, de Juiz de Fora (MG), edição de maio/74, com “Um Contista no Palco da Infância”; “Correio do Estado”- Campo Grande (MS), edição de 29.03.1973, com “Deste Lado do Horizonte”; “Correio da Bahia”- Salvador, edição de 13.12.1985, com o artigo “Centenário do Poeta Da Costa e Silva”; “Suplemento do Diário Oficial” - Salvador (BA), edição de 10.06.1985 com o ensaio “Modernidade da Língua Portuguesa”; “D.O. Leitura”, nº 4 (47), de abril de 1986 - São Paulo - SP. - com o ensaio “Elementos de Crítica Literária”; “D.O. Leitura”, nº 09 (102), de novembro de 1990, São Paulo (SP), com o ensaio “Descaracterização da Cultura Nordestina”; “Vozes”, nº 06, Ano 83, nov./dez/1989, Petrópolis - RJ, com “Cláudio Manoel da Costa e a Crítica Caolha”; “Literatura”, nº 02, junho de 1992, Brasília - DF, com o artigo “Do Ceará, um Borges”; “Literatura, nº 6, de junho/1994, Brasília - DF, com o depoimento “Como e porque sou escritor”; “Cadernos do Tâmega”, nº 8, dez/1992, Amarante/Portugal, com o ensaio “O Livro mais Triste, o Poeta mais Só” e o soneto “A Antonio Nobre”, ambos comemorando o centenário do livro “Só”, “Notícias Culturais” de Fortaleza (CE) nº 56, ano 5 de setembro/1995 com os seguintes poemas: “Sonetilho” (ao poeta Lourenço Campos), “Hai-kais”, “Nome da Rua” e “Abandonos”.
          Alguns poemas são cantados e gravados em discos pelo compositor e cantor, também bancário do Banco do Brasil, Odorico Carvalho, tais como: 1. “Das Coisas Simples”, extraído do livro “Quinteto em Mi(m)”; 2. “Homem, Boi, Berro” de “Bar Carnaúba”; 3. “Experiências Vivas” de “Quinteto em Mi(m)”.

Academia Piauiense de Letras

          Na Academia Piauiense de Letras: Ingressa na imortalidade após três campanhas; não foi só merecimento, foi luta, e ele lutou, teve opositores “e estes são necessários, senão, não haveria vitória”, diz. É o 5º ocupante da cadeira nº 8. Foi eleito em 29.09.1990 e tomou posse em 30.10.1990; quem o recebeu foi o acadêmico/poeta Francisco Hardi Filho, seu amigo, que tinha sido eleito anteriormente para outra cadeira. O patrono da cadeira nº 8 é José Coriolano de Sousa Lima (J. Coriolano). Os ocupantes anteriores foram: Antônio Chaves, Breno Pinheiro, Celso Pinheiro Filho e Francisco da Cunha e Silva, aqui citados em ordem cronológica.
          É membro-correspondente da Academia Catarinense de Letras e da Academia Mineira de Letras, como foi já referido acima, em cujas revistas colabora com artigos e poemas. É de notar-se que para tornar-se membro da Academia Catarinense teve que submeter-se a uma eleição, para a qual teve a ajuda do amigo/escritor catarinense Theobaldo Jamundá, e foi eleito; já no caso da Academia Mineira, foi por indicação do escritor José Afrânio Moreira Duarte, com quem Francisco Miguel de Moura mantém longa amizade, aliás, desde que escreveu “Linguagem e Comunicação em O.G. Rego de Carvalho”.
          Faz parte de outras Academias de Letras. Cito duas das mais importantes: Membro-fundador da Academia de Letras da Região de Picos, onde seu pai, Miguel Borges de Moura – Guarani é patrono de uma cadeira. E recentemente foi eleito para a Academia Cachoeirense de Letras, de Cachoeiro de Itapemirim – ES.
          Nos anos 2000/2001, foi Secretário Geral da Academia Piauiense de Letras, na gestão do Prof. Raimundo Nonato Monteiro de Santana, sendo considerado o melhor Secretário Geral daquele sodalício, justo no ano da entrada do novo milênio.
          Depois disto, tem sido constantemente apontado para a presidência da Academia Piauiense de Letras, mas não aceitou porque não quer de forma alguma afastar-se do seu intenso trabalho de escritor, e ultimamente por motivo de saúde.

Personalidade e talento

          A personalidade e o talento foram delineados pelo poeta e crítico da ilha de São Luís do Maranhão, Francisco das Chagas Val, (nascido a 23.07.43), em artigo de 15 de setembro de 1994, assim:

A POESIA DE CHICO MIGUEL

          “Francisco Miguel de Moura é um escritor que exerce o seu ofício com bastante competência e, em qualquer página por ele escrita, lá estão as qualidades intrínsecas que são as marcas a destacá-lo como uma legítima vocação literária inconfundível, em meio aos outros escritores de sua geração.”
          “Do poeta, em particular, alguns pontos podemos destacar: a dicção, o ritmo, a imagética e a ductilidade dos versos que, na poesia de Francisco Miguel de Moura, é pura música, limpa harmonia de notas que soam em perfeito equilíbrio - que esse poeta piauiense escreve como quem canta e o seu verso, escandido ou não, é sempre harmonioso e nele existe uma natural contenção, talvez imposta pela disciplina de quem desconfia dos fazedores de discursos.”
          “Com poemas “Ou/tonais”, o autor nos dá a medida exata de seu talento poético porque, construído em linguagem seca, o livro apresenta um lirismo comovido e os versos acabam por se estruturarem de modo contínuo, com suas modulações e freqüências tonais até o ponto em que a harmonia poética tangencia a musicalidade das palavras em pleno espaço metafórico-sinestésico. O certo é que ele alcançou, ao longo de seu trabalho literário, o equilíbrio e a maturidade necessários para assegurar a perenidade de sua obra, e a poesia que nos deu, mostrada recentemente em seu primoroso livro “Poemas Ou/tonais”, é de altíssima qualidade, e estamos convencidos de que o autor de “Pedra em Sobressalto” mantém incólume o seu vigoroso estro, e outros excelentes livros estão prestes a vir a lume para gáudio de todos que o admiramos.”
          É citado como verbete no “Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí” - (1994), de Cláudio Bastos; no “Dicionário Biográfico Escritores Piauienses de Todos os Tempos” - (1995), de Adrião Neto; no “Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense” - (1992), de Wilson Carvalho Gonçalves; no “Dicionário de Poetas Contemporâneos”, 2ª edição (1991), de Francisco Igreja; no “Dicionário Literário Brasileiro” (1978), de Raimundo de Menezes; no “Dicionário de Artistas e Escritores Funcionários do Banco do Brasil” (1992), de autoria de Murilo Moreira Veras, Romildo Teixeira de Azevedo e Eliezer Bezerra; e na “Enciclopédia de Literatura Brasileira” (1990), de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa.
          Incluído nos livros “Visão Histórica da Literatura Piauiense” (1997), de Herculano Moraes; “A Academia Piauiense de Letras e a Cadeira 27” (1994), de José Lopes dos Santos; “O Livro de Ouro da Literatura Brasileira” (1980), “Teoria e Prática da Crítica Literária” (1995) e “A Poesia Piauiense do Século XX” - (1995), de Assis Brasil; “Crônicas de Sempre” - (1995), organizado por Adrião Neto; “A Literatura no Brasil”, direção de Afrânio Coutinho, citado entre os melhores poetas da nova geração; “A Crítica Literária no Brasil”, de Wilson Martins (1995), entre outros aqui não mencionados, e em todos há referências elogiosas ao seu trabalho literário. Na internet, é biografado e comparece com poemas e outros trabalhos literários, nos seguintes “sites”: usina de letras – wikipedia – jornal de poesia – entretextos – antonio miranda – jornal do dia e outros.
          Neste poema, que é bem representativo do seu lavor literário e de sua luta pela expressão poética radical, com muita originalidade ele traduz a emoção vivida na infância:
Quinteto em mi (m)

Três


Não lhe contarei minha história,
A da vaquinha morta,
e não me deu o leite da vida:
urubus pastaram seus olhos.
E pastarão sobre mim.

Nem a história de mamãe-titia,
de meu pai-pequeno-e-feio,
de meu nascer-Chico
por simples fuxico.
Não houve melhor jeito.


Depois, morremos de comer, de beber:
- o sono-inanição era todo nosso.
E o medo do outro (e de nós?)
e os desejos menos preciosos
que morriam?

O mundo antes de mim,
do alto do descaso,
jogou-me na grande roleta.
E bicho permaneço.

Não me deram nem carne nem osso,
nem cabeça - mundo deus, mundo diabo.
Deram-me tripa
muita tripa
e coração.

Assim subvivi para este mundo
entre as aves de rapina
e frutos escassos,
cactos, espinhos, trapos,
despetalando a vida que não quis. 

Bibliografia

Livros:

ADRIÃO NETO, José. In: Dicionário Biográfico Escritores Piauienses de Todos os Tempos, 2ª ed. Halley S.A., Teresina (PI) - 1995;
BASTOS, Cláudio de Albuquerque. In: Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí, 1ª ed. Fundação Cultural Monsenhor Chaves - PMT -, Teresina (PI) - 1994;
BRASIL, Assis. In: A Poesia Piauiense no Século XX. 1º ed. Imago Editora Ltda. Rio de Janeiro (RJ) - Fundação Cultural Monsenhor Chaves-PMT- Teresina - (PI), 1995;
CADERNOS de Teresina, da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, nº 18, dez/1994;
COUTINHO, Afrânio. In: A Literatura no Brasil, 3ª ed. V vol. Editora José Olímpio/Universidade Federal Fluminense - Rio (RJ) - 1986;
GONÇALVES, Wilson Carvalho. In: Dicionário Histórico-Geográfico Piauiense, 1ª ed. Gráfica e Editora Júnior Ltda., Teresina (PI) - 1992;
IGREJA, Francisco. In: Dicionário de Poetas Contemporâneos”, Rio - RJ, 1991.
KAPILA, Rosa Maria dos Santos. In: Geografias Literárias (org. Francisco Venceslau dos Santos), Editora Caetés, Rio, 2003;
LIMA, Iracilde Maria de Moura Fé. De Moura aos Moura Fé – Regate de uma Trajetória (genealogia das famílias Moura e Moura Fé), Expansão, Teresina – PI, 2005;
LIMA, Luiz Romero. Literatura Piauiense, sem indicação de editor, Teresina-PI, 2003;
LOPES, Maria do Carmo Martins. In: Francisco Miguel de Moura – Um Canto de Amor à Terra e ao Homem, Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Teresina, 2000;
MARQUES, Deolinda Maria de Sousa. In: Um Rio em Chico Miguel, Ed. Cirandinha, Teresina, Piauí, 2006;
MARTINS, Wilson. In:: A Crítica Literária no Brasil, Ed. Francisco Alves, Rio, 1983;
MATOS, J. Miguel de. In: Antologia Poética Piauiense, 1ª edição, Artenova, Rio - RJ, 1974;
MENEZES, Raimundo. In: Dicionário Literário Brasileiro, 2ª edição, Livros Técnicos e Científicos, Rio - RJ, 1978;
MORAES, Herculano. In: Visão Histórica da Literatura Piauiense, 2ª edição, sem indicação de Editora, Teresina - PI, 1982;
MOUSINHO, Ronaldo Alves. Literatura: De Homero à Contemporaneidade, Ed. Ideal, Brasília, 2002;
MOURA, Francisco Miguel de. e HARDI FILHO, Francisco. In: Chico Miguel na Academia, 1ª ed. Gráfica e Editora do Povo Ltda., Teresina - PI, 1993;
SILVA, José Antônio da. Dicionário de Sabedoria dos Piauienses, EDUFPI, Teresina, 2004;
QUEIROZ, Teresinha. In: Do Singular ao Plural – Edições Bagaço, Recife – PE 2006;
SILVA NETO, Mariano da. In: O Município de Francisco Santos, 1ª ed., Companhia Editora do Piauí (COMEPI), Teresina - PI, 1995;
VERAS, Murilo Moreira, e outros. In: Dicionário de Artistas e Escritores Funcionários do Banco do Brasil, 1ª ed., Ed. Livra-Livro - Processamento Editorial Ltda., Brasília - DF, 1992.

Jornais:

“O Dia”, Teresina – PI, nº de 12 de março de 1972, com o título “Entrevista da Semana” (obs.: foi a primeira entrevista dada pelo autor);
“D. O. Leitura”, São Paulo - SP, nº 4 (40), de setembro de 1985, de Eduardo Maffei, com o título de “Conversa de Bar Sobre Poesias”;
“Tribuna da Bahia”, Salvador – BA, nº de 8 de fevereiro de 1985, título “O menestrel dos Piauís” (entrevistador: Oleone Coelho Fontes);
“Meio Norte”, Teresina – PI, 2 de fevereiro de 2007, título” Gente da gente: 40 anos dedicados à poesia” (entrevistadora: Isabel Cardoso, caderno “Vida”;
“Diário dos Açores”. Ano 137 nº 38.216, de 24 de fevereiro de 2007, seção “Letras”, pág. 15/16, Ilhas dos Açores – Portugal.

Revistas:

“Revista da Academia Piauiense de Letras”. Ano, l990, nº 48 - presidente: Paulo de Tarso Melo e Freitas, Teresina – PI;
“Literatura - Revista do Escritor Brasileiro”. Ano XIII, Janeiro a Junho de 2004, nº 26 – Editor: Nilto Maciel. Fortaleza – CE;
“Época”, revista nº 443, de 13 de novembro de 2006, Editor: Globo, Rio – RJ, pg.84/85;
“Colóquio/Letras”, nº 14, de junho de 1973, artigo “Literatura Brasileira – Ensaio”, de Fábio Lucas, Lisboa – Portugal;
“Lavra: Letras & Idéias, editor: Murilo Moreira Veras. Ano IV nº 08, Brasília – DF, 19993.
Revistas Literárias Brasileiras (1970-2005) - Paulo Cezar Alves Custódio. Antologia nº 1 – Gráfica e Editora Ltda., Brasília – DF, 2006.

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Regra de ouro









O ajuste fiscal não pode continuar a entravar investimentos para elevar gastos correntes

* José Serra, O Estado de São Paulo

          A introdução da “regra de ouro” na Constituição de 1988 foi feita pela comissão que tratou de finanças públicas, da qual fui relator. O autor da emenda, por mim acolhida, foi o deputado Cesar Maia. A ideia é simples: não se deve gerar dívida para financiar despesas correntes. Há alguma analogia com o orçamento familiar. Não convém tomar emprestado para pagar contas de água, luz e telefone, pois nos meses seguintes as três contas se repetirão, porém acrescidas da dívida e dos juros.

          É diferente quando a dívida é usada para investimentos. Estradas, energia, portos ou saneamento geram empregos, produção e arrecadação no futuro. Aumentar gastos correntes não garante crescimento econômico, que depende de aumento de capacidade produtiva, tecnologia, mão de obra qualificada, exportações de maior valor adicionado e outros fatores.

          O espírito da regra de ouro é este: estimular os governos a poupar e investir. Ela foi estabelecida no artigo 167 da Constituição, que veda “a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta”.

          Em síntese, “operação de crédito” quer dizer aumento da dívida pública, decorrente de juros ou déficit primários, menos as receitas financeiras do governo. Já “despesa de capital” são os investimentos e amortizações da dívida.

          Assim, a expansão da dívida pública não pode superar os investimentos. Por hipótese, se o governo investir R$ 50 bilhões em dado ano e as operações de crédito totalizarem R$ 60 bilhões, a regra de ouro terá sido rompida.

          Vejamos os números da última década. Em 2007, o pagamento de juros reais sobre a dívida do governo federal ficou em torno de R$ 100 bilhões, os investimentos somaram R$ 22 bilhões e o superávit nas contas primárias foi de R$ 58 bilhões. As receitas financeiras oriundas da remuneração da conta única e do pagamento dos juros da dívida dos Estados e municípios à União totalizaram R$ 45 bilhões. Como se vê, a regra de ouro foi cumprida, pois o pagamento de juros somado ao resultado primário do governo, subtraídas as receitas financeiras, totalizou saldo negativo de R$ 3 bilhões, resultado inferior aos R$ 22 bilhões investidos naquele ano.

          Essa foi a dinâmica dos anos subsequentes, graças a superávits primários elevados e às transferências de resultados positivos do Banco Central para o governo.

          Entre especialistas, o sinal de alerta acendeu entre 2015 e 2016, quando se percebeu que déficits primários crescentes poriam em xeque a regra de ouro. De fato, se a devolução de R$ 100 bilhões do BNDES não tivesse sido feita em 2016, o descumprimento da regra de ouro teria quase ocorrido. Os investimentos federais foram de R$ 65 bilhões e o líquido das operações de crédito, de R$ 61 bilhões. Com a devolução feita pelo BNDES (recursos que aumentaram a dívida no passado para que o banco concedesse empréstimos), as receitas financeiras aumentaram em R$ 100 bilhões e, assim, o total de operações de crédito caiu para R$ 39 bilhões negativos.

          Em 2017, a devolução de R$ 50 bilhões do BNDES auxiliou novamente o governo no cumprimento da regra. Alguns dados ainda não são oficiais, mas é possível estimar que os investimentos tenham ficado em torno de R$ 55 bilhões e as operações de crédito, próximas de R$ 38 bilhões, uma diferença de R$ 17 bilhões. Sem os R$ 50 bilhões do BNDES, a regra teria sido rompida em R$ 33 bilhões. Um efeito colateral dessa transferência foi a perda de capacidade de financiamento do banco, a juros decentes, para investimentos produtivos.

          Uma análise dos números e projeções mostra que a regra de ouro tende a ser descumprida neste e nos próximos anos. Trata-se de um sintoma de problemas mais sérios, como o desmonte do modelo de crescimento, com forte impacto sobre as receitas fiscais.

          Alterar a Constituição para mudar a regra de ouro, no entanto, não seria conveniente. O bom funcionamento da economia requer credibilidade. Se as perspectivas sobre o futuro são abaladas, o presente é afetado: exigem-se mais juros para financiar a dívida, produtores reduzem investimentos, consumidores guardam dinheiro e o crédito se reduz. Mudar a Constituição poderia causar esse efeito negativo sobre as expectativas. Por essa razão, o melhor a fazer, no curto prazo, é valer-se do dispositivo já presente na Carta Magna que permite o descumprimento temporário da regra com autorização do Legislativo. É o caminho natural: usar os instrumentos já previstos na própria Constituição.

          Mas não podemos parar por aí. O descumprimento da regra de ouro é apenas a face mais visível da crise de financiamento do Estado. A intenção dos constituintes, com a regra de ouro – posso afirmar com clareza –, era motivar o investimento em infraestrutura, fundamental para o crescimento, proibindo criação de dívida para custear despesas do dia a dia.

          Mas o investimento público, incluindo Estados, municípios e União, nunca esteve tão baixo – R$ 127 bilhões no período de 12 meses encerrado em junho de 2017 –, como mostrou recente estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI).

          O excesso de vinculações e a rigidez da despesa engessam a ação dos governantes e impedem a escolha democrática sobre como alocar os recursos dos impostos. Este é o nó a ser desatado já. Mais de 90% do Orçamento está predeterminado na Constituição ou em alguma legislação. Não há espaço para escolha de prioridades.

          A correção de rumos no plano fiscal deve prosseguir, mas o ajuste não pode continuar a prejudicar investimentos para elevar gastos correntes. É hora de recuperarmos a capacidade de planejamento e ação do poder público, fixando uma estratégia nacional voltada para a expansão das taxas de crescimento do produto interno bruto (PIB) e para o controle do gasto público, combatendo desperdícios e privilégios encravados no setor público brasileiro.

*Senador (PSDB-SP)

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Entrando em campo


          Mesmo há alguns anos nos EUA, meu Brasil não para de me dar alegrias.
          Ter um espaço como este no Estadão é muito mais do que mereço ou sonhei e, de coração, quero agradecer ao jornal pela confiança. Aos queridos leitores e amigos, conto com a compreensão e a paciência de vocês neste novo desafio.
          Nada como estrear junto com mais um título do Grand Prix da seleção feminina de vôlei e gostaria de parabenizar meu querido Zé Roberto e suas meninas de ouro. Nossas campeãs venceram a Itália por 3×2 ontem na China trazendo o título pela 12ª vez! Participei das três primeiras conquistas na quadra e ver que o vôlei brasileiro continua no topo é uma felicidade para mim!
          Foi um longo caminho de Lavras, no sul de Minas, até Los Angeles, cidade que cruzou meu caminho e que me acolhe há sete anos, testemunhando incontáveis idas e vindas ao Brasil nesse período. Hoje a Cidade dos Anjos aguenta pacientemente minhas crises de abstinência das quadras e ouve minhas histórias de amor pelo Brasil. Aqui sou a estudante de ciência política e arquiteta da UCLA, quase uma USP da Califórnia, e também a mãe orgulhosa do Gabriel e uma brasileira que tenta explicar para a minha família, vizinhos, clientes e amigos, um pouco do que acontece do lado de baixo do Equador.
          Além de universidades como a UCLA, a que mais emprega vencedores de Prêmio Nobel no mundo, grande parte da indústria do cinema e do audiovisual do planeta está aqui. É no Golden State também que se encontra o Vale do Silício, sede de empresas como Facebook, Apple, Google, Microsoft, Netflix, Twitter, Oracle, eBay, Intel, HP, Adobe, Dell, Sony, Electronic Arts, LinkedIn e Yahoo. Até aí, nenhuma novidade. O susto é quando se entende o que a atual geração de líderes empresariais está fazendo com todo o poder conquistado no país da liberdade e do empreendedorismo. O tal “progressismo” pode ser vil até na “land of the free and the home of the brave”.
          Um dos primeiros choques para qualquer estrangeiro ao chegar é descobrir que o politicamente correto e o “progressismo”, essa praga que infecta a política brasileira há tantos anos, tem na Califórnia seu olho de Sauron. Quem acha que está aterrizando numa meca do capitalismo logo percebe que as elites do estado formam uma casta de hipócritas que choram pelo fim do tal aquecimento global e por regulações que aumentam impostos e cortam empregos para o cidadão comum, enquanto poluem o ar e o mar com seus jatinhos e iates, e refrigeram suas mansões consumindo mais energia que o necessário para iluminar um vilarejo na África.
          Uma grande parte do que o mundo entende por indústria cultural e tecnológica, incluindo seus principais meios e canais de distribuição de informação, tem origem na Califórnia, estado mais populoso do país, e o que acontece politicamente por aqui costuma ter reflexos planetários. Como moradora, posso garantir que isso não é exatamente uma boa notícia para o futuro do Ocidente.
          A Califórnia já foi fiel aos ideais que construíram os EUA com uma respeitável história de alternância de poder e pluralismo, mas hoje sua guinada para a esquerda parece irreversível. O estado que deu dois mandatos de governador para Ronald Reagan (1967-1975), pavimentando o caminho de um dos grandes presidentes da história para a Casa Branca, é hoje uma mera lembrança. A vitória de Arnold Schwarzenegger, um republicano “só no nome” que governou como democrata, serviu como canto da sereia da sanidade na política californiana. O atual mandatário, Jerry Brown, é um esquerdista de fazer nossos petistas parecerem moderados.
          Idéias têm consequências. Por aqui, temos algumas das mais altas taxas de impostos do país, o que está afugentando empresas e investidores, incluindo a elite de Hollywood que faz filmes e discursos lacrimosos na festa do Oscar, defendendo apaixonadamente as pautas econômicas e sociais da esquerda, enquanto busca paraísos fiscais em outros estados. Matt Damon, Di Caprio, George Clooney ou Meryl Streep, como qualquer outro esquerdista, adoram impostos para os outros.
          Os centros de ensino mais importantes do estado, como a Universidade da Califórnia que frequento há 5 anos como aluna, são hoje palco das mais absurdas demonstrações de intolerância contra qualquer pensamento fora do que é permitido pela extrema-esquerda acadêmica. O campus de Berkley da UC, um dos mais conhecidos do mundo, é palco comum de atos de vandalismo contra palestrantes não-esquerdistas, numa escalada de violência que não pode mais ser ignorada e levanta questões muito sérias sobre esta geração de formandos que pode influenciar o mundo nas próximas décadas.
          Minha intenção neste espaço é discutir aberta e democraticamente o que acontece na vida cotidiana, nos esportes, e na política americana e brasileira, com uma perspectiva de quem acredita que muitas das experiências testadas por aqui podem servir de reflexão para que possamos aprender com erros e acertos dos dois países na busca de um futuro melhor para nós e para as próximas gerações.
          Sei que existe um interesse investido em parte da imprensa para caracterizar o governo Trump, que evidentemente tem falhas, e o atual momento dos EUA, como algo diferente do que é na verdade. Trump não é um presidente perfeito, mas existem mais viúvas de Obama entre o céu e a terra do que podemos contar. Como moradora, imigrante legal e cidadã americana, espero também poder fornecer aos brasileiros informações muitas vezes negadas ou distorcidas em nome de agendas políticas nestes tempos de pós-verdade. Visões binárias no estilo ou é Democrata ou é Republicano, ou é PT ou PSDB, não condizem com as reais necessidades para um amadurecimento político real. As boas idéias não entram no campo apaixonado da cega dicotomia dos gramados de futebol.
          Aceitei o desafio de escrever esse blog porque acredito que é preciso cultivar o debate público intelectualmente honesto, transparente e livre. Cabe a cada um de nós contribuir ativamente para a discussão sempre em busca da verdade acima das agendas partidárias e interesses imediatistas, especialmente num país com problemas tão complexos como o Brasil.
          O politicamente correto, nosso inimigo comum, não é só um expediente autoritário e rudimentar, ele serve de esconderijo para quem quer viver na Terra do Nunca e mascarar a própria imaturidade com uma capa falsa de tolerância.
          Aos bons e inquietos que acreditam que qualquer mudança só virá da responsabilidade individual e de uma opinião crítica e honesta, sejam bem-vindos. Nosso bloco está oficialmente na rua.

Por Ana Paula Henkel, ou Ana Paula do Vôlei. 



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terça-feira, 18 de julho de 2017

Colírio


Cíntia Rodrigues 
Resumo perfeito de delicadeza, talento e beleza.             

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

LUZ NO FIM DO TÚNEL


          Depois do último assalto ocorrido na agência do Banco do Brasil de Francisco Santos, muito se tem especulado sobre a sua reabertura ou não. Tendo a sua inatividade provocado enormes prejuízos as comunidades que de alguma forma dependiam dessa agencia, casos de Campo Grande do Piauí, Monsenhor Hipólito, Santo Antônio de Lisboa e da própria Francisco Santos, que foram enormemente prejudicadas.

          O fechamento da agencia provocou grandes transtornos, além do enorme prejuízo financeiro para os clientes e principalmente, o comércio local que sente muito. Além das enormes dificuldades que aposentados, pensionistas, comerciantes, servidores públicos e privados que tem que se deslocar até as agências de Picos para sacar os seus salários, fazer depósitos e outras operações financeiras.


          Diante desse triste quadro do possível encerramento das atividades da agencia do BB de Francisco Santos, precisamos considerar que o seu fechamento não se deve apenas ao assalto ocorrido no início deste ano(03/02/2017), mas muito mais pela crise financeira que assola o país, que provocou o fechamento de aproximadamente 700 agencias de bancos em todo o Brasil. Tendo levado a nossa antes tão decantada agencia, que sempre esteve colocada entre as mais rentáveis do BB, a ser rebaixada a Posto de Serviços do BB, no final do ano passado.

          LUZ NO FIM DO TÚNEL

          Considerando que Francisco Santos é um município com grande potencial agropecuário, econômico e financeiro. E que o fechamento da sua única agencia bancária, provoca grandes prejuízos e deixa um enorme vácuo que precisa ser sanado.           
          Foi diante desse quadro que o Bradesco, maior banco privado do Brasil, passou a estudar a possibilidade de instalar um agência na cidade de Francisco Santos. Segundo fonte, com fortes ligações com o Bradesco, a superintendência do banco, vem considerando essa possibilidade, levando em consideração que o Banco do Brasil, praticamente descartou a possibilidade de reativar a Agencia do BB de Francisco Santos.

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