domingo, 19 de janeiro de 2014

FARDO LEVE




          João Bosco da Silva ficou ausente de Francisco Santos por aproximadamente 40 anos, segundo sua própria contabilidade.  Mas esta sua ausência tem sido compensada com uma presença constante nos últimos tempos, também pela enorme contribuição que vem dando ao povo de nossa terra através dos seus livros, mas principalmente, pela luta diária que tem travado pela preservação da nossa cultura, da nossa história.

          Conheci JBS através dos seus livros, li também algumas coisas publicadas num blog que ele tem na internet.  E esta nossa relação blogueiro/colaborador, foi evoluindo e hoje posso afirmar que temos uma relação de grande cumplicidade, portanto, de estreita amizade. Uma amizade que muito me honra.

          Quando começo a fraquejar e a pensar em desistir de continuar com este modesto blog, lá vem João Bosco e generosamente nos dá uma injeção de animo. Propõe-se a colaborar mais uma vez e daí que renovam as minhas esperanças.

          Temos tido uma comunicação, se não diária, mas muito freqüente. E dia desses, numa conversa informal, ele comentando das dificuldades em publicar um livro, pois despendia muito esforço mental, físico e principalmente, financeiro. Relembrou de uma viagem que fez a Brasilia-DF e que estando lá foi muito bem recepcionado pelos conterrâneos e amigos João Erismá de Moura e José Carmo Filho, que se dispuseram a colaborar com sua estadia em Brasília. Num dia, José Carmo o levou a alguns compromissos sociais e no outro Erismá fez coisa semelhante. Deixando agendado que nos dias seguintes se encontrariam para novas visitas a conterrâneos e amigos de Francisco Santos que residem em Brasília. E não é que o nosso poeta faltou com os conterrâneos? Ele, singelamente, disse-me que não iria abusar da hospitalidade dos conterrâneos, que agradecia a atenção, mas entendia que a amizade não devia ser um fardo pesado.

         Bem meus amigos, este é João Bosco da Silva, filho do Velho Loura, que vem honrando o nome do pai e nos premiando, com sua obra, sua simplicidade e sua genialidade.



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2 comentários:

  1. DEPOIS DO ART. SOBRE AS "REDES SOCIAIS", QUE FOI PSTADO NO FINALZINHO DO ANO, ENVIEI HOJE UMA CRÔNICA, TENDO EM VISTA O GRANDE ESPAÇO DE TEMPO SEM NENHUMA POSTAGEM NOVA. VOCÊ ACABA DE POSTAR "FARDO LEVE". ACHO QUE PARA NÃO TORNAR ENFADONHO AO VISITANTE TANTA COISA MINHA E SOBRE MIM, É BOM DAR UM TEMPO. PARA QUE NÃO ACONTEÇA O QUE JÁ PEDIA GONÇALVES DIAS EM UM POEMA SOBRE A FLOR DO MARACUJÁ: "NÃO TEM ENOJEM OS OUVIDOS DE TANTAS RIMAS EM "A". NÃO ABUSEMOS DO LEITOR VISITANTE.
    JB

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  2. Uma bela e merecida homenagem, pois trata-se, posso afirmar com toda convicção,
    do maior Escritor e Poeta Franciscosantense, vivo. No entanto, esta relação tão próxima, revelada no artigo, causou-me um certo ciúme...
    zejoel.

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