sábado, 22 de setembro de 2012

Vergonha Alheia



Dora Kramer
O Estado de S.Paulo
20/09/2012 
          Tudo bem, o senador Jorge Viana, o presidente da Câmara, Marco Maia, e companhia bela resolveram transitar na contramão, senão da História, porque esta não se faz de imediato, mas da lógica. É um direito que os assiste.

          Atacam o Supremo Tribunal Federal, reclamam da imprensa e denunciam "preconceito das elites" sem levar em conta que reagem na realidade às consequências de atos cometidos pelo próprio partido.

          Os juízes fazem justamente o que desde sempre se cobra da Justiça: a aplicação rigorosa da lei sem olhar a quem.

          Maia chama de falacioso (capcioso, intencionalmente enganador) o voto do relator Joaquim Barbosa que reconhece a existência da compra de apoio de partidos ao primeiro governo Lula.

          Viana fala em "golpe" contra o PT e o secretário de comunicação do partido, André Vargas, aponta "risco para a democracia" nas transmissões ao vivo das sessões do STF.

          Graças à bem articulada transição democrática da qual o PT se afastou quando renegou o sentido da eleição indireta de Tancredo Neves como ato de imposição de derrota política à ditadura, o País vive desde o século passado em estado de liberdade plena.

          Defendem-se quaisquer ideias e teoricamente ninguém tem nada com isso. É sagrado todo direito, inclusive ao esperneio.

          Afastada a ameaça à democracia apontada pelo deputado Vargas, uma vez que a transmissões do que se passa no tribunal é garantia do preceito constitucional da transparência, resta sempre o risco do ridículo.

          O que dirão os autores das pesadas críticas ao Supremo se ao fim do julgamento houver absolvições inesperadas?

          E se não prevalecer totalmente a posição do relator Joaquim Barbosa? Se, por hipótese, José Genoino for considerado mero "mequetrefe" e José Dirceu não puder ser enquadrado na categoria "chefe de quadrilha" por falta de provas? Como ficarão os difamadores do STF?

          É uma possibilidade remota? É altamente improvável, mas não impossível.

          Nesse caso os detratores virarão defensores da Justiça do Brasil. Portanto, até como precaução – uma vez que parece inútil pedir respeito à Corte – seria conveniente que prestassem atenção ao que fazem.

          Tratam o Supremo como uma facção partidária em vias de cometer crimes de lesa-pátria apenas porque seus interesses e expectativas estão sendo contrariados.

          Condenações havendo de cima a baixo, que fique bem claro: não terão sido produto de arbítrio, mas de decisão da Justiça. Do mesmo tribunal tão festejado por decisões tidas como inovadoras em outros campos que não o da política (ciência, costumes, direitos sociais), cuja atuação tem ido muito além da guarda da Constituição e da representação da cúpula do Poder Judiciário.

          Depois de longos períodos de restrição de autonomia por força de governos arbitrários, desde 1988 o Supremo vem se aperfeiçoando no papel a ele conferido pela nova Carta: a de indutor da construção de um modelo mais avançado de relação entre Estado e sociedade. 
         

É um ganho para todos.

          Independentemente de governos e partidos.

          Estes passam, mas a República permanece.



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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Quarta Cópia

                              Por Ricardo Noblat - O Globo 17.09.2012


          Dá-se a prudência como característica marcante dos mineiros.
 
          Teria a ver, segundo os estudiosos, com a paisagem das cidadezinhas de horizonte limitado, os depósitos de ouro e de pedras preciosas explorados no passado até se esgotarem, e a cultura do segredo e da desconfiança daí decorrente.

          Não foi a imprudência que afundou a vida de Marcos Valério. Foi Roberto Jefferson mesmo ao detonar o mensalão.

          Uma vez convencido de que o futuro escapara definivamente ao seu controle, Valério cuidou de evitar que ele se tornasse trágico.

          Pensou no risco de ser morto. Não foi morto outro arrecadador de recursos para o PT, o ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André?

          Pensou na situação de desamparo em que ficariam a mulher e dois filhos caso fosse obrigado a passar uma larga temporada na cadeia. E aí teve uma ideia.






          Ainda no segundo semestre de 2005, quando Lula até então insistia com a lorota de que mensalão era Caixa 2, Valério contratou um experiente profissional de televisão para gravar um vídeo.

          Poderia, ele mesmo, ter produzido um vídeo caseiro. De princípio, o que importava era o conteúdo. Mas não quis nada amador.

          Os publicitários de primeira linha detestam improvisar. Valério pagou caro pelo vídeo do qual fez quatro cópias, e apenas quatro.

          Guardou três em cofres de bancos. A quarta mandou para uma das estrelas do esquema do mensalão, réu do processo agora julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

          Renilda, a mulher dele, sabe o que fazer com as três cópias. Se Valério for encontrado morto em circunstâncias suspeitas ou se ele desaparecer sem dar notícias durante 24 horas, Renilda sacará dos bancos as três cópias do vídeo e as remeterá aos jornais O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo. (Sorry, VEJA!)

          O que Valério conta no vídeo seria capaz de derrubar o governo Lula se ele ainda existisse, atesta um amigo íntimo do dono da quarta cópia.

          Na ausência de governo a ser deposto, o vídeo destruiria reputações aclamadas e jogaria uma tonelada de lama na imagem da Era Lula. Lama que petrifica rapidinho.

          A fina astúcia de Valério está no fato de ele ter encaminhado uma cópia do vídeo para quem mais se interessaria por seu conteúdo. Assim ficou provado que não blefava.

          Daí para frente, sempre que precisou de ajuda ou consolo, foi socorrido por um emissário do PT. Na edição mais recente da VEJA, Valério identifica o emissário: Paulo Okamotto.

          Uma espécie de tesoureiro informal da família Lula da Silva, Okamotto é ligado ao ex-presidente há mais de 30 anos.

          No fim de 2005, um senador do PT foi recebido por Lula em seu gabinete no Palácio do Planalto. Estivera com Valério antes. E Valério, endividado, queria dinheiro. Ameaçava espalhar o que sabia.

          Lula observou em silêncio a paisagem recortada por uma das paredes envidraçadas do seu gabinete. Depois perguntou: "Você falou sobre isso com Okamotto?"

          O senador respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi perguntado. Acionado, Okamotto cumpriu com o seu dever. Pulou-se outra fogueira. Foram muitas as fogueiras.

          Uma delas foi particularmente dramática.

          Preso duas vezes, Valério sofreu certo tipo de violência física que o fez confidenciar a amigos que nunca, nunca mais voltará à prisão. Prefere a morte.

          Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão, garantindo com isso a prescrição de alguns crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República.

          Uma eventual condenação dele seria mais do que plausível. Mas cadeia? E por muito tempo?

          Impensável!

          Pois bem: o impensável está se materializando. E Valério está no limiar do desespero.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pesquisas Eleitorais

          
          Foi divulgada uma nova pesquisa para as chapas majoritárias e proporcionais para as Eleições Municipais de 07 de Outubro próximo em Francisco Santos.
          O Instituto BR Vox, entrevistou 412 eleitoires nos dias 09/09 e 10/09, com uma margem de erro de 4,83%. As entrevistas realizadas na Zona Urbana, foram localizadas no Centro(130), Bairro Trizidela(42), Bairro Cohab(48), Bairro Hospital(55). Já na Zona Rural, as localidades pesquisadas foram Povoado Boa Viagem(39), Diogo I(25), Diogo II(20), Caldeirão(27), Santa Helena(13) e Palmeira(13).
          Na pesquisa estimulada e num universo de 413 eleitores, a candidata da oposição Carleusa Santos foi citada por 207 dos entrevistados, o que corresponde a 50,24% e o prefeito Édson Carvalho por 169, equivalente a 41,02%. Outros 24 dos entrevistados não souberam ou não opinaram(5,83%) e 12 eleitores (2,91%) responderam nenhum, branco ou nulo.
          No item rejeição dos candidatos: O atual prefeito Édson Carvalho foi citado por 150 eleitores, correspondente a (36,41%), já a rejeição da candidata da oposição Carleusa Santos foi um pouco menor, tendo sido mencionada por 146 eleitores, o que equivale a (35,44%).
          Um índice que surpreendeu bastante, foi a aprovação do Governador Wilson Martins que atingiu 52,91% e a rejeição de apenas 33,01%.
          E você amigo internauta o que achou dos números da última pesquisa? Manifestem-se através dos comentários, ele é o combustível do blog.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Domínio dos fatos

                                  
                          DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo(07/09/2012)
          Os ministros do Supremo Tribunal Federal têm se notabilizado pela nitidez na forma e no conteúdo de seus votos, em atendimento ao sagrado direito do público de entender o que está em jogo no julgamento do processo do mensalão.
          Portanto, é sem prejuízo do reconhecimento a esse esforço do colegiado que se constata a clareza solar do ministro Luiz Fux por ocasião de duas manifestações nos primeiros dos sete itens a serem examinados conforme a metodologia proposta pelo relator e acatada pelo tribunal.
          Quando julgava o ponto do qual decorreu a condenação de João Paulo Cunha, Marcos Valério e associados por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, Fux discorreu sobre a questão do ônus da prova argumentando que a presunção de inocência não desobriga o réu de contar uma história bem contada em sua defesa.
          Não basta negar a acusação, disse o ministro em termos mais elaborados. É preciso apresentar uma versão verossímil face à realidade "de como as coisas são", para usar expressão da ministra Rosa Weber na sessão de quarta-feira ao analisar a denúncia de gestão fraudulenta contra dirigentes do Banco Rural.
          Naquela mesma audiência, Luiz Fux desatou outro nó ao explicitar o papel do banco no esquema: "uma lavanderia de dinheiro" que, por intermédio das agências de publicidade de Marcos Valério, deu suporte a "uma agremiação partidária".
          O Supremo Tribunal Federal vai assim há mais de um mês contando uma história que aponta para um desfecho cada vez mais próximo da narrativa da acusação sobre a existência de uma organização criminosa cujo objetivo era arrecadar e distribuir recursos a partidos aliados mediante o uso do aparelho de Estado.
          O entendimento da maioria dos ministros guarda léguas de distância da versão da defesa sobre a ocorrência apenas (como se fosse pouco) de crime eleitoral desconectado de uma sistemática de dolo coletivo e até agora segue, em seu arcabouço, a lógica do relator Joaquim Barbosa.
           No primeiro capítulo, o STF mostrou o modus operandi de desvio de recursos públicos para as contas de empresas de Marcos Valério - por contratos de publicidade firmados com o Banco do Brasil e com a Câmara dos Deputados - e delas repassados aos políticos, elegendo como exemplo inicial o deputado João Paulo Cunha e os R$ 50 mil retirados em espécie no banco por ordem da agência SMPB.
          No segundo capítulo, o Supremo desvendou a montagem de empréstimos fraudulentos no tocante às normas bancárias para ocultar a origem dos recursos. No terceiro, mostrará como o dinheiro foi lavado.
A partir daí, desenrolar-se-á o novelo em que dificilmente deixarão de se enredar os integrantes do chamado núcleo político, beneficiário, mandante e consequentemente dono do domínio dos fatos que resultaram na urdidura de um esquema que a Corte vai reconhecendo como criminoso.
          Bicudos. 
          Para que não se faça de Fernando Henrique Cardoso uma vítima eterna dos equívocos do PSDB e se respeitem os fatos, cumpre não esquecer que o então presidente na eleição de 2002 não escondeu a satisfação de incluir em seu currículo o fato de ser sucedido por um "operário".
          Se de um lado foi largado pelos tucanos, de outro não impôs reparos ao apoio implícito de muita gente do governo à eleição de Lula nem ao abandono explícito de setores do partido à candidatura de José Serra.
          Aí incluídos o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, cabo eleitoral assumido de Ciro Gomes, e o então candidato a governador de Minas, Aécio Neves, arquiteto do voto "Lulécio".
          Ponto final. 
          A oposição pode ser "suja", a elite "preconceituosa", a imprensa "reacionária" e a Justiça "instrumento de golpistas", como diz o presidente do PT, Rui Falcão.
          Mas quem flerta com a possibilidade de ver correligionários na cadeia é o PT.


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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um Ano do Blog da Terrinha







          Já faz um ano que estamos nesta batalha. Criamos o blog e fizemos muitas postagens num ritmo frenético, mas hoje em dia, devido aos compromissos e a pauta que ficou limitada às eleições. Não a nossa, mas a pauta do povo de um modo geral é só uma: Eleição, eleição e eleição. Por esta razão resolvemos dar uma maneirada nas postagens pra evitar os conflitos. 
          Vamos deixar o blog em aberto, com algumas postagens com temas mais amenos e neste ritmo que estamos postando nos últimos tempos. Prometemos num futuro bem próximo voltar as postagens, vamos dizer assim, mais polêmicas.
          Somos gratos a todos que frequentaram e frequentam as nossas páginas. Aos seguidores, aos colaboradores (os mais atuantes: Francisco Miguel de Moura e João Bosco da Silva), aos comentaristas anônimos ou não e aos leitores de um modo geral. 
          O blog existe pra vocês e por vocês, pois sem a participação de todos não teria sentido a existência deste espaço.
          De qualquer forma até o momento, temos números respeitáveis para um blog anonimo. Abaixo postamos as estatísticas durante este ano de existencia do blog:
 27.850 acessos  / 18 seguidores / 89 postagens / 753 comentários.
          Continuem participando, colaborando com textos e imagens, comentando as postagens, seguindo o nosso blog, ou simplemente acessando as nossas páginas.


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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sobre as Eleições


Abertura da Campanha -  Coligação "Unidos de Novo Com o Povo"
          A coligação formada pelos partidos: PTB(Partido Trabalhista Brasileiro), PT(Partido dos Trabalhadores) e PPS(Partido Popular Socialista), denominada de"Unidos de Novo Com o Povo",  e tem como candidatos a reeleição o prefeito José Édson de Carvalho e a vice-prefeito Dr. Luis José de Barros que fizeram a abertura da campanha no sábado(18/08) com uma grande concentração na entrada da cidade, seguida de uma passeata até a Praça do Mercado, local escolhido para instalação do  palanque, onde os muitos oradores fizeram o uso da palavra. 
          Prestigiaram este evento o Deputado Estadual Fernando Monteiro(PTB), que falou da sua contribuição como Secretário de Defesa Civil na viabilização da construção da Ponte Benjamim José de Carvalho sobre o Rio Riachão. Já o Deputado Federal Osmar Júnior(PCdoB), que embora retardatário fez uso da palavra e também vendeu seu peixe mencionando a autorização para a construção do Estádio Municipal e as dificuldades para colocar em prática estes recursos(R$ 360.000,00), voltou a afirmar que já viabilizou novos recursos através de emenda parlamentar para a construção da mesma obra. 
          Um grande número de oradores fizeram uso da palavra, entre vereadores e lideranças políticas locais, destacamos as participações de Tião de Antão e Titi de Luis Banzeiro, egressos do grupo oposicionista. O dirigente do PT estadual Francisco Milanez fez duras críticas as propostas da candidata oposicionista, citando a propaganda de divulgação de um calendário de pagamentos dos servidores, coisa desnecessária, segundo Milanez, pois este calendário já existe e está em prática desde o inicio da atual administração. Os vereadores Agnaldo e Cornélio também não deixaram por menos e atacaram as administrações anteriores e as propostas da atual candidata a prefeita.
          A participação mais ativa da noite foi do vice-prefeito Dr. Luis José de Barros, que fez um balanço da administração, mostrando as realizações. Citou as reformas da Secretaria de Saúde, do Hospital Municipal, da Creche Municipal, a construção de uma academia, a criação de um novo PSF, a compra de ambulâncias para a Secretaria de Saúde, também fez contundentes críticas as administrações anteriores. Na área da educação, também citou a compra de veículos para a Secretaria de Educação, a valorização do servidor desta secretaria através do aumento salarial de mais de 100%. Também rebateu as críticas da oposição no tocante ao fechamento das escolas municipais do interior, afirmando que a prioridade era a valorização do aluno, visando à preparação destes em escolas que tivessem estrutura física e professores capazes de prepará-los para o futuro, pois o IDEB divulgado esta semana pelo Governo Federal coloca Francisco Santos com um índice de 4.3, um dos mais elevados do Piauí. E que este era um fato que rebatia qualquer falso argumento.
          Em relação à Secretaria de Assistência Social, fez duras criticas e afirmou que a Secretaria nunca existiu de verdade, pois nunca foi colocada em pratica nenhuma ação. E nominou as realizações na secretaria, como a criação do CRAS, CRES e as contratações de Assistentes Sociais que fazem um trabalho efetivo na comunidade. Também enumerou obras que realizaram na atual administração, citou as construções de calçamentos em diversas ruas da cidade e do Povoado Boa Viagem, perfuração de poços, ampliação de redes de energia elétrica, de uma quadra poliesportiva no Povoado Boa Viagem, a ponte sobre o Rio Riachão.
          Já o prefeito Édson Carvalho sempre mais comedido, fez uso da palavra dizendo que quando colocou seu nome para avaliação do povo de Francisco Santos tinha um sonho de transformar esta cidade e pedia mais um voto de confiança para continuar este trabalho. Agradeceu as lideranças, aos presentes e ao seu vice-prefeito Dr. Luis José, afirmando ser este um colaborador que goza da sua inteira confiança.

                                                          
Pesquisa de Opinião - BR Vox
          O Instituto BR Vox esteve em Francisco Santos na semana passada fazendo uma nova pesquisa eleitoral, com a finalidade de aferir as intenções de votos dos eleitores da cidade para as eleições majoritárias e proporcionais de 07 de Outubro próximo. Seria uma destas pesquisas que estão sendo divulgadas pelo Portal 180graus, mas como não tiveram seus números bem aceitos na avaliação dos interessados, os candidatos majoritários, pois os números não atendiam as suas espectativas. Portanto, a pesquisa esta deixando de ser divulgada por absoluta falta de interessados.  
                                                          

Enquete Eleitoral - Credibilidade
          Há aproximadamente um mês e meio também esteve na cidade um novo instituto, que pesquisou moradores de algumas comunidades e outras não e o resultado ficou muito aquém do que podíamos avaliar. Como a pesquisa não tinha sido registrada e os números que circularam não eram oficiais, preferimos nem ao menos mencionar estes números, pois poderemos estar cometendo alguma irregularidade perante a justiça eleitoral.

                                                                 

Abertura da Campanha II - Coligação “A Esperança Retorna Ao Coração do Povo“
          O comício de abertura da campanha eleitoral da coligação “A Esperança Retorna Ao Coração do Povo“, composta pelos partidos PMDB(Partido do Movimento Democrático Brasileiro), PSB(Partido Socialista Brasileiro) e PSD(Partido Social Democrático), foi realizado na noite do sábado(25/08). Tendo iniciado no Povoado Boa Viagem com uma carreata que seguiu até a cidade, onde a caravana juntou-se aos militantes e simpatizantes da coligação oposicionista que se concentravam aguardando a chegada na entrada da cidade e partiram em uma passeata até a praça do mercado, local designado para a instalação do palanque. Muitos oradores fizeram uso da palavra, mostrando suas propostas e tentando convencer o eleitorado da viabilidade dos seus projetos.
          Também esteve presente neste evento o Deputado Estadual Warton Santos, Secretário de Trabalho do Estado do Piauí. Homem de estreitas ligações com o nosso povo, pois é descedente direto do Coronel Francisco Santos. Foi uma visita relâmpago, pois tinha um compromisso importantíssimo em Picos, mas fez questão de deixar as suas palavras de apoio a amiga e candidata a prefeita, Carleusa Santos.
          Alguns candidatos a vereadores fizeram uso da palavra e defenderam as suas propostas:
Mardone, jovem promissor, deixou registrada a sua presença no grande comício de abertura da campanha, devido a sua inexperiência fez um discurso breve;
Alex Santos, vereador atual e ex-presidente do Poder Legislativo, tendo ocupado todos os cargos na mesa diretora da câmara municipal, pediu mais uma vez o voto do povo e mostrou a sua extensa folha de serviços prestados;
Edite Santos, a ex-vereadora fez colocações elogiosas à candidata a prefeita e pediu os votos do povo de Francisco Santos para voltar à câmara municipal;
José Artur, ex-presidente da câmara e vereador mais votado em duas eleições seguidas, fez um balanço dos seus mandatos na câmara e nominou projetos e realizações, citando a modernização e a implantação do sistema de informática no Poder Legislativo municipal e pediu mais uma vez um voto de confiança do povo.
          O advogado Rene Santos foi o orador que mais temas abordou na noite, ora defendendo o poder legislativo, ora defendendo outras ações do grupo que agora representa. Mas foi na condição de assessor jurídico da Câmara Municipal que ele rebateu acusações, afirmando que todos os acordos foram cumpridos e que o poder legislativo municipal agiu de maneira republicana, respeitando a constitucionalidade de todas as matérias ali encaminhadas. Elogiou as administrações do grupo de Carleusa Santos, afirmando que todas as realizações importantes de Francisco Santos foram executadas nestas administrações, exceto a construção da Ponte Benjamim Carvalho, sobre o Rio Riachão, obra realizada na atual gestão. Fez questão de nominar todos os ex-prefeitos interinos e efetivos que fazem parte deste grupo e passaram pelo Poder Executivo Municipal: Carleusa Santos, Elpídio Lima, Amadeu Rodrigues, Zé de Quinco, Renê Santos e Tatá. Também vendeu o seu peixe, pedindo votos para o seu irmão candidato a vereador.
          A médica Sara Jane, ex-diretora do hospital municipal e filha da candidata a prefeita, sempre muito crítica nas suas intervenções fez um discurso light, distante daquela postura de quem partia pro ataque, sempre. A área da saúde foi seu alvo principal, criticando a falta de democracia no atendimento ao povo de um modo geral.
          Já Dra. Patrícia Batista criticou também as deficiências na área da saúde, a falta de implementação de muitos programas do governo federal que não chegaram a Francisco Santos por falta de vontade política ou até mesmo por incompetência administrativa dos atuais mandatários.
          O candidato a vice-prefeito Tatá, fugindo das suas características fez um discurso moderado, focalizando mais as propostas e enaltecendo a postura política da candidata a prefeita Carleusa Santos e sua trajetória política, frisando também a importância da sua família na história política de Francisco Santos e o seu empenho em viabilizar obras e recursos para a cidade, contando sempre com a boa vontade do Governador Wilson Martins seu amigo de longa data.
          A candidata a prefeita Carleusa Santos, numa inversão que parecia ser a tônica do comício das oposições, fez críticas a administração atual, como também mencionou de forma incisiva que sua volta à candidatura era um anseio do povo pobre e carente, devido ao descaso da atual administração. Falou da expectativa de vitória nas eleições que se avizinham em 07 de outubro próximo. Agradeceu a colaboração de todos e pediu mais empenho para a concretização deste sonho de voltar novamente ao Poder Executivo Municipal.

                   
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Colírio

Kris Mary Brito. Linda e de uma delicadeza ímpar, embeleza mais uma vez este blog. 
Parafraseando o poetinha: As feias que me perdoem mais a beleza é fundamental e faz bem a vista.


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